21 maio 2014

ERC - Dia 1-B SATA Rallye Açores 2014

O segundo dia competitivo do SATA Rallye Açores, ficou marcado pelo abandono de três candidatos à vitória. Embora fosse um duro golpe no evento, a luta na frente continuou com os protagonistas resistentes.

Logo no troço de abertura do dia, Ricardo Moura e Kajetan Kajetanowicz bateram na mesma pedra de grandes dimensões, onde ambos danificaram a direção dos Fiesta R5 e de lá já não saíram. Moura e os adeptos locais ficaram desapontados com o acidente e as contas para os campeonatos nacional e regional, complicaram-se para o piloto açoriano, tal como para o polaco no ERC.

Craig Breen, o líder do dia anterior, também saiu prejudicado com o infortúnio dos dois pilotos dos Fiesta R5 pois, o irlandês não chegou a partir para o troço de Batalha Golfe 1 e a organização foi obrigada a atribuir um tempo que não correspondia às performances do piloto, perdendo assim a primeira posição de forma inglória. Breen venceu mais três especiais e conseguiu recuperar da quarta para a segunda posição mas, após vencer a segunda passagem por Feteiras, o Peugeot deixou de funcionar e até gerou um principio de incêndio, sendo o fim do rally para Breen e perdia aqui a oportunidade de se chegar a Lappi no campeonato.

Dos poucos pilotos que concluíram a especial de Batalha Golfe 1, Kevin Abbring foi o mais rápido, subindo da terceira para a primeira posição. No entanto e após voltar a vencer em Batalha Golfe 2, Abbring ficou sem direção assistida nas Sete Cidades e com o arrastar da avaria em Lagoa MEO, o holandês foi remetido para a segunda posição.

Isento de problemas, Bernardo Sousa venceu as duas passagens por Sete Cidades e ao vencer também o último troço do dia, beneficiando também com os problemas de Abbring, o madeirense terminou a etapa na liderança do rally, depois do azar que teve durante a Qualifying Stage que lhe atirou para a primeira posição na estrada.

Bruno Magalhães começa o dia com o segundo melhor tempo e sobe para terceiro mas, a partir daqui, foi só complicações. Magalhães perde toda a pressão de um pneu e é obrigado a usar o único sobressalente que tinha no Peugeot, para depois furar o pneu posterior direito nas Sete Cidades, sobreaqueceu o motor e fez o derradeiro troço da secção furado sem pneu para trocar, não indo além da quarta posição.

Vasily Gryazin não cometeu excessos, não teve problemas mecânicos e por isso, conseguiu subir na classificação, terminando o dia em terceiro da geral, após o abandono de Breen e dos problemas de Magalhães mas, já algo longe de Sousa e Abbring.

Apesar de beneficiar com mais um abandono de Moura, Pedro Meireles teve uma manhã para esquecer, averbando tempos nada bons e ainda juntou alguns problemas no Skoda. À tarde, o líder do nacional rubricou melhores tempos e como tal, subiu até à quinta posição e primeiro do CNR pela quarta vez consecutiva. No entanto, o rally de Meireles terminava aqui pois, o piloto não quis regressar no derradeiro dia por não contar para o CNR.

Enquanto Jaroslav Orsák voltava a desistir nas Sete Cidades, desta vez com problemas de suspensão após toque numa barreira, Jean-Michel Raoux melhorou muito os seus tempos na secção da tarde, em relação às primeiras passagens, permitindo que o francês subisse para a 6ª posição.

Após a primeira passagem por Sete Cidades, Adruzilo Lopes deu um salto significativa na classificação, liderando no CNR e no ERC Production Cup. Lopes acabaria por ser superado por Meireles no final do dia, terminando em segundo do CNR e primeiro entre os carros de produção mas, tal como Meireles, também ele não continuaria no dia seguinte.

Inscrito surpresa no CNR pois, tinha António Costa a ditar notas, Luis Miguel Rego averbou o 5º tempo em Sete Cidades 1 que lhe permitiu subir de 13º para 7º da classificação geral. No entanto e devido ao forte ritmo imposto por Meireles, Luis Rego terminou o dia em 8º da geral, 3º do CNR a 7 segundos de Lopes, 2º da produção e foi o vencedor do CRA.

Após o abandono de Moura, Rúben Rodrigues passou a ser o melhor açoriano mas, viria a perder esse lugar no terceiro troço do dia para Rego, com quem esteve sempre envolvido numa boa luta. Apesar de esforço na secção da tarde, os irmãos Rodrigues terminaram a etapa e o rally do CRA a 12,2s de Rego.

Stéphane Lefebvre dominava por completo a competição nas duas rodas motrizes e de longe o melhor dos Juniores ERC. O jovem francês pulverizou a concorrência, sendo o mais rápido em todos os troços nos 2WD.
Jan Cerný ainda começou a fazer tempos semelhantes quando já tinha cerca de 30 segundos de atraso mas, acabou por cometer um excesso na segunda passagem por Feteiras, desistindo depois de dar duas cambalhotas.

Risto Immonen passou para segundo mas por pouco tempo pois, cometeu vários erros nas Sete Cidades, permitindo que Chris Ingram o ultrapassasse na classificação. No entanto, o jovem britânico também teve dois furos lentos e na derradeira especial do dia, furou o pneu dianteiro direito e caiu para a quarta posição.

Intrometido entre os júniores, Henrique Moniz perdeu muito tempo no dia anterior com pneus que utilizava pela primeira vez, não sendo os mais ideais para as condições do nosso piso. Retificado o erro, Moniz começou a conhecer melhor o novo carro e o seu comportamento, pelo que os tempos começaram a aparecer e subiu na classificação gradualmente até terminar o dia em segundo dos 2WD e vencedor no CRA 2WD.

Vitaly Pushcar escapou das armadilhas de Batalha Golfe (local onde abandonou em 2013), para acabar fora de estrada na segunda passagem por Sete Cidades, resultando na neutralização do troço.
Martin Hudec, o seu único adversário no campeonato, perdeu muito tempo com um pneu furado, baixando para último da classe mas, no entanto, tinha aqui a oportunidade de obter melhor pontuação sem Pushkar em prova.

VENCEDORES DE TROÇOS:
Craig Breen (4); Kajetan Kajetanowicz (2); Kevin Abbring (2); Bernardo Sousa (3)
LÍDERES DO RALLY:
Craig Breen (SS1 a 3); Kevin Abbring (SS4 a 10); Bernardo Sousa (SS11)

1. Bernardo Sousa / Hugo Magalhães (PRT) Ford Fiesta RRC +01:24:57,5
2. Kevin Abbring / Sebastian Marshall (NLD/GBR) Peugeot 208 T16 +16,3
3. Vasily Gryazin / Dmitry Eremeev (RUS) Ford Fiesta S2000 +1:31,0
4. Bruno Magalhães / Carlos Magalhães (PRT) Peugeot 207 S2000 +2:47,7
5. Pedro Meireles / Mário Castro (PRT) Skoda Fabia S2000 +4:20,5
6. Jean-Michel Raoux / Laurent Magat (FRA) Peugeot 207 S2000 +4:31,3
7. Adruzilo Lopes / Tiago Azevedo (PRT) Subaru Impreza STI R4 +4:35,0
8. Luis Miguel Rego / Antonio Costa (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +4:42,0
9. Ruben Rodrigues / Estêvão Rodrigues (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +4:54,2
10. Stéphane Lefebvre / Thomas Duboi (FRA) Peugeot 208 R2 +5:57,2
11. Antonin Tlust'ak / Jan Skaloud (CZE) Skoda Fabia S2000 +5:57,7
12. Ricardo Teodósio / José Teixeira (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +6:34,6
13. Robert Consani / Maxine Vilmot (FRA) Peugeot 207 S2000 +6:47,1
14. Pedro Vale / Rui Medeiros (PRT) Subaru Impreza STI N12 +7:16,1
15. Henrique Moniz / Jorge Diniz (PRT) Citroen DS3 R3T +7:22,8



CAMPEONATO NACIONAL DE RALIS (por Paulo Homem)
O final da 1ª etapa do Sata Rallye Açores marcou o final do evento para os concorrentes do Nacional de Ralis.

Depois de tanta peripécia e incidentes, no final lá estava novamente Pedro Meireles para arrecadar os louros da sua quarta vitória em 2014, dando um passo de gigante rumo ao título.

Com Pedro Meireles a considerar que não estava satisfeito com a sua exibição, o certo é que o piloto de Guimarães passou pela liderança no 5º troço e no final do dia, quando viu que poderia lutar pela vitória, apertou um pouco mais o ritmo e impôs-se, vencendo novamente no Nacional de Ralis.
Logicamente que a desistência de Ricardo Moura logo na quarta especial de classificação, quando bateu numa pedra que danificou a suspensão do Fiesta R5, acabou por ser decisiva para o desenrolar do rali.

Meireles nunca apertou muito o ritmo durante quase todo o dia, e até foram Adruzilo Lopes e mesmo Luís Rego (inscrito no Nacional de Ralis há 3 semanas) os maiores protagonistas em diversos momentos do segundo dia.

O veterano Adruzilo esteve muito tempo na liderança, acabou por não conseguir responder ao ataque final de Meireles, mas teve ritmo suficiente para deixar Luís Rego atrás de si.

Quem passou um pouco ao lado desta prova foi João Barros, acabando por desistir muito cedo com um braço de suspensão partido, depois dos problemas com a bomba de gasolina no primeiro dia.

Não tendo uma boa prestação mas sendo acima de tudo eficaz, Ricardo Teodósio subiu mesmo assim ao 4º lugar final, sendo terceiro classificado do grupo N.

Na tremenda luta pelas duas rodas motrizes, Gil Antunes obteve uma excelente vitória, dando à Inside Motor um grande resultado no Sata Rali Açores (foi 5º classificado à geral), ficando Diogo Gago com o segundo lugar nas duas rodas motrizes.


O sétimo lugar de Marco Cid, deu-lhe a vitória no Grupo RC3.

VENCEDORES DE TROÇOS:
Ricardo Moura (3); João Barros (1); Luis Miguel Rego (2); Adruzilo Lopes (1); Pedro Meireles (3)
LÍDERES DO RALLY:
Ricardo Moura (SS1 a 3); Diogo Salvi (SS4); Pedro Meireles e Adruzilo Lopes (SS5); Adruzilo Lopes (SS6 e 9); Pedro Meireles (SS10 e 11)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1. Pedro Meireles / Mário Castro (PRT) Skoda Fabia S2000 01:29:18,0
2. Adruzilo Lopes / Tiago Azevedo (PRT) Subaru Impreza STI R4 +14,5
3. Luis Miguel Rego / Antonio Costa (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +21,5
4. Ricardo Teodósio / José Teixeira (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +2:14,1
5. Gil Antunes / Diogo Correia (PRT) Peugeot 208 R2 +4:38,6
6. Diogo Gago / Jorge Carvalho (PRT) Citroën C2 R2 +4:50,0
7. Marco Cid / Nuno Silva (PRT) Renault Clio S1600 +6:39,8
8. Ricardo Marques / Paulo Marques (PRT) Peugeot 208 R2 +6:52,1
9. Miguel Carvalho / Paulo Lopes (PRT) Citroen Saxo VTS +8:32,5
10. Luis Mota / André Mota (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +8:46,5
11. Paulo Neto / Vítor Hugo Oliveira (PRT) Citroën DS3 R3T +8:25,6


CAMPEONATO AÇORES DE RALIS
Após o abandono de Moura, Rúben Rodrigues passou a ser o melhor açoriano mas, viria a perder esse lugar no terceiro troço do dia para Rego, com quem esteve sempre envolvido numa boa luta. Apesar de esforço na secção da tarde, os irmãos Rodrigues terminaram o rally do CRA a 12,2s de Rego que obteve assim a pontuação máxima e passou a ser o novo líder do campeonato.

Pedro Vale não optou pela melhor opção de pneus no inicio do rally mas, também não tinha outros para competir, fazendo-o perder muito tempo na classificação. Com uma ajuda extra, foi possível obter outro conjunto de pneumáticos mais adequados aos pisos e à condução do piloto que estava afastado à três anos dos rallies, para terminar no último lugar do pódio entre os açorianos.

Henrique Moniz chegou a ocupar a terceira posição mas, acabaria por perder a luta com Pedro Vale que disponha de quatro rodas motrizes. De qualquer forma, a preocupação de Moniz era o muito rápido Paulo Maciel que disponha apenas do velhinho Citroën Saxo que desta vez deu luta em alguns troços mas no final, acabaria por perder mais de 30 segundos no final.

No TRSMG, João Marrucho e Rúben Santos foram os únicos animadores do troféu, havendo luta desde o inicio do rally até à derradeira classificativa, com a vitória a surgir ao Peugeot 309 de Marrucho com uma vantagem final de 26 segundos.

VENCEDORES DE TROÇOS:
Ricardo Moura (3); Luis Miguel Rego (4); Rúben Rodrigues (2)
LÍDERES DO RALLY:
Ricardo Moura (SS1 a 3); Rúben Rodrigues (SS4 e 5); Luis Miguel Rego (SS6 a 11)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1. Luis Miguel Rego / Antonio Costa (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX 01:29:39,5
2. Ruben Rodrigues / Estêvão Rodrigues (PRT) Mitsubishi Lancer Evo IX +12,2
3. Pedro Vale / Rui Medeiros (PRT) Subaru Impreza STI N12 +2:34,1
4. Henrique Moniz / Jorge Diniz (PRT) Citroen DS3 R3 +2:40,8
5. Vitor Pascoal / Luis Ramalho (PRT) Mitsubishi Lancer Evo VII 2:45,4
6. Paulo Maciel / Pedro Castro (PRT) Citroen Saxo CUP +3:11,1
7. Énio Medeiros / Paulo Rego (PRT) Citroen C2 R2 +5:12,8
8. João Faria / Carlos Medeiros (PRT) Peugeot 206 RC +9:02,9
9. Filipe Costa / Hélio Goulart (PRT) Mitsubishi Lancer Evo VIII +9:42,6
10. Rafael Botelho / João Cabral (PRT) Citroen Saxo Cup +12:08,8
11. Adalberto Correia / Diogo Duarte (PRT) Toyota RAV4 +14:13,0

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